segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Trabalhar com Tecnologia da Informação


Trabalhar com Tecnologia da Informação nem sempre quer dizer estar em uma empresa de última geração. Um bom número de profissionais desta área se submeter a trabalhos menos, digamos, glamorosos.
Apesar disso, muitas dessas atividades são essenciais para o bom funcionamento de uma empresa, como o help desk e a manutenção de programas de computador antigos, os chamados sistemas legados.
Confira abaixo algumas dessas atividades sujas e por que as empresas precisam tanto desses profissionais.
Arquiteto de sistemas antigos
Muitas empresas mantêm profissionais para lidar com sistemas legados, que ainda estão em uso. Isso porque não podem ser substituídos por uma solução mais recente ou porque seguemformatos padrões, ou ainda porque os aplicativos não podem mais ser atualizados.
É o caso das companhias que têm muitos aplicativos escritos em Cobol "das antigas". Programadores que dominam essa linguagem de programação estão em alta no mercado, principalmente por se tratar de uma tecnologia antiga e pouco dominada por profissionais mais jovens.
O lado positivo disso é que profissionais de TI com anos de experiência e conhecimentos em plataformas antigas ainda podem encontrar um bom nicho de mercado, e com boa remuneração.
Help desk
Talvez este seja o trabalho mais detestado por quem atua na área de TI. É preciso ser um indivíduo multitarefa, ter habilidade de ler (e seguir!) scripts, reiniciar sistemas, limpar bugs, redefinir senhas, atualizar programas, entre outros serviços prestados diretamente aos usuários finais.
E por se tratar de uma prestação de serviços, muitos setores de atendimento funcionam 24 horas por dia, fazendo com que o profissional de TI passe noites sem dormir. Ah! E fazer isso com bom humor. Sempre! E se possível, ser proativo.
Especialista em suporte técnico
Esta área de atuação é muito semelhante à oferecida pelo help desk, com a diferença de que o profissional neste caso precisa se locomover até onde está o problema.
Além deste detalhe, o profissional de TI lida normalmente com usuários inexperientes e confusos; muitas vezes precisa mexer em máquinas que estão em lugares sujos ou com pouco espaço e, literalmente, suar a camisa para resolver o problema.
Negociador interdepartamental
Brigas entre departamentos são comuns em empresas. Por vezes, eles precisam se unir quando a empresa necessita. E é aí que entra o negociador, especialmente quando esses departamentos devem colaborar, por exemplo, para a intranet corporativa ou um portal.
Alguém precisará organizar essas pessoas, para que usem as ferramentas corretamente e para que o esforço conjunto some e não o contrário. E isso, principalmente em empresas de menor porte, acaba ficando sob a responsabilidade do setor de informática, o que limita o controle dos envolvidos e o que é ainda pior: os controlados não querem aguardar para poder tomar alguma decisão ou iniciativa.
Engenheiro de espionagem
Grandes empresas costumam se preocupar com a segurança de suas informações. E muitas vezes não adianta apenas confiar no sistema de proteção de dados escolhido pela corporação. É preciso também testar esse sistema.
Para isso, alguns profissionais de TI são contratados e tentam se infiltrar nas estações de trabalho, banco de dados e na rede da empresa, para então imitir um relatório sobre todas as brechas internas de segurança.
Especialista em migração de datacenter
Talvez esse seja um dos serviços mais “sujos” em tecnologia: mover um datacenter inteiro de um local para outro em um curto prazo de tempo. Como se trata de uma mudança física, muitos equipamentos, às vezes pesados, precisam ser transportados com cuidado.
E o trabalho não termina aí: depois da mudança física, os profissionais envolvidos ainda terão de montar tudo novamente no local de destino. E assegurar-se de que tudo está funcionamento pefeitamente. Felizmente, essa é uma tarefa que não costuma acontecer com frequência.
Faxina geral
Não bastasse todos os percalços que o profissional de TI precisa passar, ainda resta literalmente, a tarefa de manter computadores, sistemas de armazenamento, roteadores, switches e todo mais em perfeita ordem e limpeza.
Não raro, uma parte grande desses equipamentos fica em lugares de difícil acesso, com ventilação inadequada e para poder limpar tudo, profissional deve se esgueirar por lugares estreitos, engatinhar e, literalmente, meter a mão na sujeira.
E você, qual a tarefa em TI que, se puder, não gostaria de exercer? Deixe seu comentário

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Especificações Nexus One


Mesmo que os funcionários do Google tivessem mantido as especificações do Nexus One, o smartphone que a empresa deve lançar com marca própria, hackers de ROM teriam sido capazes de esmiuçar os arquivos de sistema do aparelho em buscas de informações sobre o hardware.

E foi o que fez o pessoal do blog These are the Droids. Eles analisaram a memória ROM do Nexus One, que vem com o Android 2.1 para identificar os principais componentes físicos do equipamento. O que descobriram?

Entre outras coisas, o smartphone do Google possui um sensor de proximidade e de luz ambiente, acelerômetro, bússola magnética, Wi-Fi, alto-falante estéreo, sintonizador FM, chipset para cancelamento de ruído, compatibilidade com gráficos OpenGL ES 2.0 e referências a uma possível câmera equipada com autofoco e flash LED. Tais informações constavam da ROM 2.1 do processador Snapdragon, da Qualcomm, usado no smartphone.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

História dos 40 anos da Rede Mundial de Computadores - Internet

Ao completar 40 anos, abaixo coloco um pouco da história da rede mundial de computadores.
Fonte: g1.globo.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Google lança serviço gratuito e aberto de DNS

O Google lançou nesta quinta-feira o serviço Public DNS, que permite aos usuários da internet trocar os números de servidor DNS (Domain Name Service) dos seus provedores de internet para valores fornecidos pelo buscador.


O intuito ao fazer isso é tornar, de acordo com o Google, a navegação na web mais rápida e segura. "Nossas pesquisas mostraram que velocidade importa para os internautas, então nos últimos meses nossos engenheiros fizeram melhorias no nosso sistema de DNS público para tornar a navegação mais rápida, segura e confiável", escreveu Prem Ramaswami, gerente de produto do Google, no blog da companhia.
O DNS converte os endereços dos sites (como www.google.com) para os números de endereçamento IP (Internet Protocol), como 74.125.45.100, usados pelos computadores para se comunicar uns com os outros. O Google Public DNS vai concorrer com o serviço de DNS fornecido pelos provedores de acesso à internet e com o OpenDNS.
O Google criou um site com informações para quem estiver interessado em migrar para seu sistema de DNS. O endereço, em inglês, é http://code.google.com/speed/public-dns/docs/using.html.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Morro da Cruz - Igrejinha


ALGUÉM TEM DE FURAR PNEU, DESDE QUE NÃO SEJA EU!
Jornal das Trilhas – Edição Nº 120 – 28/Novembro/2009 – Sábado.

Destino: Morro da Cruz – Igrejinha

Km do passeio: 88,0 km

O Sábado de primavera começou com temperatura amena e céu parcialmente nublado. Tudo parecia indicar que teríamos um dia quente e sem chuva, coisa difícil de acontecer nos últimos tempos.
O encontro dos bikers ia ser no Posto Schell em Campo Bom às 08:00 h da manhã.
Estavam lá, o Alex Rodrigo (Sundown/fibra Carbono) com seu sogrão, o Valtemir (Merida), ou mais popularmente conhecido como Timiri, o Júlio Nunes (Scott), seu irmão Paulo Nunes (Merida), favor não confundir com o ex-jogador Gremista, o Sérgio de São Leopoldo (Merida), o Marlon (Merida) também conhecido como Cocó, o Fabrício (Merida) e eu (Specialized).
Brincadeira como tem Merida neste grupo! E o Danda bike só faturando.
Gostaria de falar um pouco mais sobre o Sérgio. Participante novato em passeios de bike. Ele é chefe do Paulo na empresa da qual trabalham. Isto é que eu chamo de não gostar do emprego, no 1º passeio de bike ele bota o chefe a pedalar 88 km e com muita subida! O Paulo vai ser mais um na fila dos desempregados na 2ª feira. He,he,he... Brincadeira, o Sérgio adorou a aventura e pedalou muito bem para uma 1ª vez. Parabéns Sérgio!
Outro detalhe importante que eu preciso contar é sobre o Marlon Cocó. Não é que o cara me apareceu no posto Schell com o braço engessado! Segundo ele, quebrou o braço em uma queda de bike, o guidão da bike quebrou. O louco seu, que tombo! Mas não pensem os senhores que ele foi lá para se desculpar e dizer que não iria participar. Não, ele foi lá para participar do passeio! Definitivamente o Cocó não bate bem da cabeça! Pior de tudo foi levar laço de um cara com o braço quebrado. He, he, he...
Largamos às 08:30 da manhã mais ou menos, seguimos pela RS-239, passamos Sapiranga e entramos na 1ª entrada de Araricá, aquela que não é asfaltada. Pedalando em direção da cadeia de montanhas o cenário inicial era de belos sítios. Em especial um onde o casario no estilo inglês dá um clima todo especial ao lugar. Passamos Araricá e chegamos em Arroio da Bica. Então começamos a subir a Trilha da Ellen.
Everton (!!), tu aí na Holanda te lembra da Ellen?
Vou contar esta história, na 1ª vez que descemos a trilha vinha eu na frente quando encontramos 2 belas moças caminhando no sentido contrário ao da jaguarada. Não tive dúvidas, parei e puxei conversa com elas:
- “vocês sabem onde sai esta trilha”?
Devo ter cara de lobo mau com fome, porque elas saíram correndo, quando o Everton ainda escutou:
- “corre Ellen, corre Ellen”! He, he, he...
Acho que a Ellen jogou uma maldição em mim, porque quando chegamos no topo da trilha, após passar uma parte muito pedregosa, meu pneu traseiro novo em folha, recém adquirido na Danda bike estourou! Não rodou mais do que 20 km. Foi um tiro seco. Parecia até que eu estava caçando.
Na 6ª feira no final da tarde estava eu na loja do Danda bike, quando encontrei um pneu da marca Mithos 26 x 1.95 com banda de lona, ao perguntar o preço quase caí de costas, 20 pilas! Pronto é meu. Nem escutei o Jairo dizer que não tinha garantia.
Mas voltando ao pneu estourado, tentamos fazer um manchão para consertá-lo, usamos até pedaço de garrafa “pet”, mas ficou muito perigoso pedalar assim. A câmara insistia em sair pela lateral do pneu.
Quando chegamos na estrada já pertinho de Alto Canudos (não confundir c/o bairro de Novo Hamburgo), resolvemos descer até Nova Hartz e ir até um ponto ciclista, onde comprei um pneu bem baratinho e bacana também. Ele inclusive era bem fininho do tipo 1.95 e garrudinho. Tudo isto por apenas 17 pilas. Isto era tudo o que queria. E o cara colocou tão fácil o pneu no aro. Então vamos embora.
Resolvemos não retornar até o final da trilha da Ellen. Seguimos em frente e dobramos na rua que passa ao lado da Ramarim. Seguindo reto iríamos encarar um longa e forte subida, mas antes disto paramos em um pequenino armazém para reabastecimento de água, Power-Paçoca e outras guloseimas. Neste momento adentrou naquele ambiente uma alemoazinha com um shortinho bem curtinho. A menina era tão branca, mas tão branca que sua cor chegava a ser rosa. Silêncio total! A jaguarada toda babando. Tivemos de arrancar o Marlon de dentro do armazém. O cara não queria mais sair de lá.
Voltando a nossa subida, começou a chover, mas não foi uma chuva forte e ela veio para amenizar o calor. Seguimos até Solitária Alta. Para se ter uma melhor noção do lugar por onde passamos, esta estrada segue pelo meio dos morros paralelo a RS-239. Pedalávamos acima de Nova Hartz, Parobé e Igrejinha.
A minha bike não estava legal, com o barro da chuva pegando no câmbio traseiro e dianteiro, eu não conseguia cambiar conforme gostaria. A pior parte foi os 5, ou 6 km de subida forte de Solitária Alta até o topo do morro da Cruz.
Lá no topo do morro o tamanho da Cruz impressiona. Pena foi o tempo não ter colaborado, havia muita serração. Para nossa sorte houve uma breve abertura naquela nuvem, e assim pudemos avistar parte da cidade de Igrejinha e a fábrica da Schincariol.
Passava das 12 horas quando resolvemos retornar pelo mesmo caminho. Incrível a descida até Solitária Alta foi tão rápida. Porque será hein...?
No final da descida para Nova Hartz (sem chuva) meu pneu traseiro deu uma pancada mais forte em uma pedra e furou. O Fabrício a minha frente não escutou meus gritos de pára, pára e foi ao mundo. O Marlon, Paulo, Timiri e o Sérgio que vinham logo atrás pararam para me ajudar. Como eu não tinha mais câmara reserva, o Sergio me emprestou a dele, mas esta eu consegui quebrar o ventil ao tentar encher. Então o Paulo emprestou outra. Meus Deus, mas que pneu mais duro! Passamos o maior sufoco para montar o pneu. Quando fui encher o pneu estava furado. Tira a câmara de novo. Constatamos que a câmara tinha somente 4 furos. A cena foi incrível, nós procurando os furos numa pequena poça d’água. Por sorte o Paulo tinha aqueles remendos rápidos que é só colar na câmara e está pronto, mas quase faltou.
Reencontramos o resto do grupo naquele mesmo armazém da ida. Aquele do shortinho. Aproveitamos para nós nutrir e voltamos por Araricá. Na RS-239 no posto Texaco (aquele da curva) adivinhem? O meu pneu traseiro voltou a furar, mas daí fui até o posto e coloquei 50 libras de pressão em seguida soquei pedal com toda força até a tenda do suco, antes da policia rodoviária. A galera iria se reunir toda lá. Não preciso dizer que a gozação foi geral! Pior é que a história ainda não terminou. O Júlio me emprestou nova câmara. Novamente passamos o maior trabalhão para montar o pneu. Na hora de enchê-lo deixei para o Júlio que consegui quebrar o ventil. O único que ainda tinha uma câmara era o Alex Rodrigo. Detalhe, câmara nova sem nenhum furo. Sob muita gozação, montamos o pneu com o maior carinho, se bem que essa palavra não é a melhor para ser usada com este pneu, tem de se fazer muita força para colocá-lo e o pneu não pode morder a câmara. UFAAA!!! Finalmente conseguimos montar o pneu e enche-lo sem furar. Bom depois desta agradeci muito aos meus amigos e fui direto para casa, mas morrendo de medo que furasse novamente.

ALGUÉM TEM DE FURAR PNEU, DESDE QUE NÃO SEJA EU! (Parte II)

Fiquei sabendo hoje que os speedeiros da turma, liderados pelo Xixo, Ronaldo e João Ritzel foram dar um rolê até Bom Princípio e passaram por situação semelhante a nossa. O João furou 2 vezes e o Xixo 3 vezes, mas segundo o João o problema é a falta de rodízio. Os caras pedalaram 120 km.

Abraços Ciclísticos e uma boa semana de treinos!!!

Glauco Seidl
Editor JT.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Uma Aula Sobre Raid


RAID: isso não é mais somente para nerds de Warcraft. Se você possui toneladas de músicas, fotos e vídeos e não sabe ainda o que são conjuntos de discos rígidos RAID, leia isso – ou dê adeus aos seus preciosos arquivos de mídia.
RAID soa como algo meio assustador, tipo algo que você pega pra exterminar os malditos mosquitos que não deixam você assistir TV quando está sozinho, afinal, você é uma pessoa triste e solitária, mas na verdade a sigla significa, em português, Conjunto Redundante de Discos Independentes (alguns chamam de “Conjunto Redundante de Discos Econômicos”, mas esquece). O que na verdade apenas significa um bando de discos rígidos atuando como um único super disco rígido. Existem alguns tipos diferentes de configurações de RAID e elas fazem coisas diferentes – um tipo resulta em um desempenho insanamente veloz, outro faz a sua armazenagem ser mais segura que um único disco rígido atuando sozinho via redundância.
O lugar mais provável de você se deparar com RAID – caso você já não esteja familiarizado com ele – é quando você entra no mundo da armazenagem anexa a rede, cuja sigla bem conhecida é NAS, proporcionando um enorme banco de discos rígidos para armazenagem, backup e streaming de mídia para todos os dispositivos e computadores do escritório e de casa.
Mas tá bom, vamos logo passar pros tipos básicos das montagens RAID, irritantemente conhecidos por níveis, mesmo sendo bastante diferentes um do outro. Se você não está com tempo pra ler tudo, os que você precisa saber são RAID 0, RAID 1 e RAID 5.
• RAID 0 é desempenho e desempenho, empregando o chamado striping, no qual os dados são repartidos em fragmentos e escritos ao longo de múltiplos discos, mais ou menos tratando-os como um único disco gigante. Vamos assumir que tenhamos um conjunto de quatro discos rígidos. O incremento de desempenho vem do fato de você estar com enorme throughput – é como você passar de uma estrada com uma faixa para outra com quatro, já que você está escrevendo e acessando todos os quatro discos em paralelo. É para profissionais e malucos lidando com arquivos gigantescos, como edição de vídeo HD. O lado ruim é que se mesmo um único dos discos rígidos falhar, você perde tudo. Todos os arquivos agora estarão incompletos. Não é tecnicamente RAID já que não há redundância – possivelmente o motivo de ser RAID 0. Você precisa de pelo menos dois discos para este.
• RAID 1 é a principal configuração que a maior parte dos novatos deveria aprender. Ela escreve – ou espelha – os dados em múltiplos discos, assim você tem múltiplos discos rígidos que são exatamente o mesmo. Obviamente, isto é ótimo para a confiabilidade dos dados, já que se um deles falhar, você tem outro. No entanto, se você não tem um controlador de disco independente ou um adaptador de host para o disco, o desempenho pode ficar meio lerdo ao tentar escrever para todos os discos simultaneamente e obviamente o desempenho não será tão bom quanto em uma configuração RAID com striping. Além disso, você precisa comprar dois discos de 500GB para ter apenas 500GB de armazenagem, então essa brincadeira acaba saindo meio cara. Ah, mas segurança em primeiro lugar! Você precisa de no mínimo dois discos.
• RAID 2 faz striping nos dados como o RAID 0, mas em um nível ainda menor (bits em vez de blocos) e usa discos rígidos adicionais e um negócio chamado Código de Hamming para proteção contra erro e paridade, o que permite que ele recupere dados corrompidos. Adivinha só? Ninguém mais usa isso, porque requer uma quantidade ridícula de discos.
• RAID 3 faz striping nos dados ao longo de múltiplos discos também, mas no nível de byte, além de ter um único disco dedicado à paridade de dados e correção de erros. Em função da divisão no nível do byte, todos os discos funcionam simultaneamente como uma única unidade, o que significa que ele só pode fazer uma operação de ler ou escrever por vez. É bastante raro de se ver, e nada que você, José Consumidor Comum, precise se preocupar. É bom para altas taxas de transferência (novamente, edição de vídeo HD vem à mente) com uma dose de segurança que você não tem com RAID 0, já que você pode perder um disco e ainda assim ficar numa boa. Você precisa de no mínimo três discos para esta festinha.
• RAID 4 é uma montagem de striping+paridade de disco, mas no nível maior do bloco, assim os discos podem ser mais independentes e você pode ter múltiplas operações de leitura em diferentes lugares rolando ao mesmo tempo. Como você está usando um único disco para a paridade, no qual precisa ser escrito toda vez que você escreve dados, você ainda só pode ter uma operação de escrita rolando por vez. Neste caso, três é também o número mágico de discos.
• RAID 5 é onde boa parte da ação NAS rola hoje se você não está brincando com RAID 1. Esta opção tenta oferecer o melhor de todos os mundos RAID – desempenho e redundância – ao combinar as diversas configurações. Ele faz striping de dados ao longo de múltiplos discos rígidos, mas em vez de jogar dados em paridade em um único disco, ele também espalha ao longo de todos os discos rígidos, o que significa que não há gargalo na escrita de dados em paridade (apesar de escrever dados em paridade ainda ser meio moroso). Nesta configuração, você pode perder um disco rígido e ainda ficar numa boa, já que os dados em paridade daquele disco estão em um disco diferente. Infelizmente, existe uma certa preocupação quanto à sua probabilidade de falha ao longo do próximo ano conforme os discos rígidos aumentam de tamanho e o sistema se expande. Três discos lhe garantem a entrada.
• RAID 6 é como o RAID 5, mas usa dois discos para paridade e correção organizados de forma que, se um dos discos detonar durante a recuperação de dados, o sistema continua operando. Obviamente, você precisa de um disco a mais que no RAID 5, fazendo com que quatro seja o mínimo.
• Além dos níveis padrão de RAID, você também tem os múltiplos: RAID 1+0 e 0+1. No RAID 0+1, você pega um conjunto de discos com striping na configuração RAID 0 (assim atuam como um único disco rígido) e depois os espelha em uma configuração RAID 1, tendo assim alguma redundância. Desta maneira, se você tiver um par de discos RAID 0, você os espelharia, totalizando quatro discos. RAID 1+0 é o inverso: ele faz striping ao longo de um conjunto de discos espelhados. Com os discos rígidos ficando cada vez mais baratos, o exército de discos rígidos que você precisa para esta configuração é mais fácil de conseguir, então você há de ver mais desta opção.
Só pra ficar claro, RAID não é um total substituto para o backup. Para o geek de internet médio, a melhor maneira de pensar sobre RAID é como uma maneira de armazenar com mais confiabilidade um grande banco de dados (o que todos nós temos agora com fotos, vídeos, músicas e mais) com proteção extra contra falhas físicas no disco rígido. Você ainda pode vir a perder todo um conjunto RAID por causa de um vírus ou por sobrescrever acidentalmente.
Se você comprar uma solução de armazenagem em rede in-a-box, como a da Western Digital, você geralmente terá opções para RAID 1 ou RAID 5 – a decisão para qual você escolherá vai depender do que for mais importante para você. Total redundância para mais confiabilidade ou uma combinação de desempenho e confiabilidade. O Lifehacker está com um guia passo a passo para montar o seu próprio conjunto RAID no seu computador para mais detalhes e conselhos, e se você precisar de ajuda para escolher a sua solução de armazenagem em rede, nós também o ajudamos.
Fonte: www.gizmodo.com.br